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Zara Larsson encerra o Palco Sunset com um dos shows mais divertidos de todo o Rock in Rio 2026

Havia uma energia particular no Palco Sunset quando Zara Larsson entrou em cena às 22h55 do domingo, 13. Era aquela…

Havia uma energia particular no Palco Sunset quando Zara Larsson entrou em cena às 22h55 do domingo, 13. Era aquela sintonia rara em que artista e plateia pareciam respirar no mesmo ritmo — e em que a sensação de festa já estava no ar antes do primeiro acorde. A cantora sueca encerrou a programação do palco com um dos shows mais divertidos desta edição do Rock in Rio: coreografias precisas, estética impecável, um fã no palco e a impressão constante de que todo mundo estava exatamente onde queria estar.

A Midnight Sun Tour chegou ao Brasil em um momento de pico na carreira de Zara. O quinto álbum de estúdio, Midnight Sun (2025), recolocou a sueca no topo após anos construindo uma base sólida de hits. “Stateside”, parceria com PinkPantheress, alcançou o número um nas paradas globais. “Midnight Sun”, a faixa-título, virou fenômeno de coreografia nas redes sociais. E o repertório acumulado ao longo de mais de uma década — de “Lush Life” e “Never Forget You” a “Ruin My Life” e “Ain’t My Fault” — faz dela uma das artistas com os setlists mais completos do pop europeu atual.

O show abriu e terminou com “Midnight Sun” — uma escolha que só funciona quando a música é boa o bastante para sustentar essa posição duas vezes, e ela é. Entre uma e outra, o set foi uma sequência quase ininterrupta de acertos: “Can’t Tame Her”, “Hot & Sexy”, “Ain’t My Fault” — que incorporou elementos de “Ain’t My Fault”, de Sexyy Red —, “Pretty Ugly”, “Stateside”, “Never Forget You”, “Ruin My Life”, “Uncover”, “Lush Life” e “Symphony”, que sempre rende um momento catártico ao vivo. Zara ainda apresentou sua versão de “She Did It Again”, de Tyla, em um dos movimentos mais certeiros do show, evidenciando o quanto ela entende de pop contemporâneo.

A produção estava à altura. As coreografias eram limpas e bem ensaiadas — com Zara e suas dançarinas em total sintonia —, a estética visual tinha identidade própria, e o jogo de luzes dialogava com cada mudança de clima do repertório. Em um dos momentos mais aguardados, Zara convidou um fã da plateia para subir ao palco e dançar com ela — um ritual que faz parte do show e que, no Rock in Rio, ganhou uma dimensão extra: o sortudo correspondeu à altura e arrancou gritos da plateia inteira. A resposta do público acompanhou a entrega da cantora do início ao fim, com gritos, coro e mãos no ar.

Para uma noite que começou com Ivete Sangalo e passou por Lola Young, Halsey e Twenty One Pilots, fechar o Palco Sunset com essa energia era uma tarefa difícil. Zara Larsson cumpriu a missão e entregou um dos shows mais memoráveis do último dia do Rock in Rio 2026. E ficou claro, ao longo da noite, que o Palco Sunset ficou pequeno para o que ela tem a oferecer. Quando voltar ao Brasil — e que volte logo —, o Palco Mundo é o lugar certo.

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Thiago Carvalho

Thiago Carvalho

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