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Ninguém trola o MAGA melhor do que Kacey Musgraves

Kacey Musgraves já tem oito Grammys, mas, se existissem prêmios para quem melhor trola o MAGA e seus seguidores, ela…

Kacey Musgraves já tem oito Grammys, mas, se existissem prêmios para quem melhor trola o MAGA e seus seguidores, ela também levaria todos.

A abertura da turnê Middle of Nowhere da cantora nascida no Texas, em Chicago, na semana passada, foi o estudo de caso perfeito de como ela consegue, com habilidade, empolgar, irritar e ofender a extrema direita de uma só vez. Primeiro, ela os agrada (aquecendo a plateia com a música-tema das Dallas Cowboys Cheerleaders, “Thunderstruck”, fazendo cover de George Strait, usando uma fivela de cinto gigante e um Stetson ainda maior). Depois, ela tira tudo: descendo dos céus para tocar “Rhinestoned” em cima de um enorme par de bolas de discoteca (ou, para ser mais preciso, truck nutz de discoteca) e pedindo que fãs doem para a organização local Young Center for Immigrant Children’s Rights em homenagem ao aniversário dela. (Ela fez 38 anos na sexta-feira.)

“É uma organização maravilhosa, e eles ajudam a fornecer ajuda, ajuda jurídica e dinheiro a crianças cujos pais foram deportados de forma injusta”, disse Musgraves no palco. “Não é uma coisa política. É só que essas crianças precisam de ajuda.”

Como era de se esperar, Tomi Lahren, da Fox News, não gostou nada, postando no X: “o que é uma deportação injusta?”. Rob Schmitt, da Newsmax, foi tão elegante na resposta, comentando que “nenhum lugar está a salvo dos libtards. Nem a música country”. O influenciador do MAGA Vince Langman lamentou: “o que aconteceu com a indústria da música country?”. Para contextualizar, o Young Center for Immigrant Children’s Rights defende crianças que são separadas de seus pais ou colocadas sozinhas sob custódia do governo: não exatamente algo que deveria, à primeira vista, ser ofensivo. A música country é um gênero de valores familiares — e o que há de mais favorável à família do que garantir que as crianças sejam cuidadas, independentemente de quem sejam seus pais?

 

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Musgraves, por sua vez, já apoiou anteriormente o Young Center e, em maio, pediu que um trio de irmãos — músicos de mariachi — que haviam sido detidos pelo ICE no Texas por duas semanas abrisse seus shows íntimos no Gruene Hall, em New Braunfels. Além de dar destaque a uma família que acabara de passar por uma experiência aterrorizante, Musgraves vem conectando, de maneira contundente e repetida, os pontos sobre o quão próxima — e devedora — a música country é de sons tradicionais mexicanos e das pessoas que o MAGA constantemente demoniza e ataca.

Musgraves sabe bem que cutucar o urso do MAGA acaba resultando em mais dinheiro arrecadado para as causas em que acredita, mesmo que isso signifique alguns dias de ataques incessantes na Fox News. Em 2021, ela arrecadou dinheiro para imigrantes em situação de rua e para texanos afetados por uma histórica tempestade de inverno ao tirar sarro do senador Ted Cruz, que pegou um avião para, sim, o México enquanto seus próprios eleitores sofriam. Sua camiseta “Cruzin for a bruzin” arrecadou milhares para algumas instituições de caridade.

A compositora, que acabou de lançar uma linha de lubrificante com sua marca, tem sido um dos alvos favoritos da Fox News há anos. Depois que ela defendeu controle de armas durante o Lollapalooza em 2019 (gritando “alguém faça alguma coisa, porra” do palco), a âncora da Fox News Ainsley Earhardt a chamou de “a Dixie Chick dos tempos modernos”. Mas 2019 foi o ano em que Musgraves ganhou o Grammy de Álbum do Ano por Golden Hour — então, se “a Dixie Chick dos tempos modernos” queria dizer “ganha prêmios enquanto deixa o MAGA miserável”, bem… sim, recado entendido.

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Sobre o que trata “Ninguém trola o MAGA melhor do que Kacey Musgraves”?
Kacey Musgraves já tem oito Grammys, mas, se existissem prêmios para quem melhor trola o MAGA e seus seguidores, ela também levaria todos. A abertura da turnê Middle of Nowhere da cantora nascida no Texas, em…
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Felipe Ramos

Felipe Ramos

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