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Dia do Amante: pesquisa sobre cuckold aponta que 91% dos brasileiros consideram incluir terceira pessoa na relação
Cuckold: entenda a prática que cantora Michelle Visage mantém com o marido Você sabia que 22 de setembro é uma…

Cuckold: entenda a prática que cantora Michelle Visage mantém com o marido
Você sabia que 22 de setembro é uma das datas em que se comemora o Dia do Amante? Tradicionalmente, remete à infidelidade e aos relacionamentos mantidos em segredo, mas uma pesquisa encomendada pelo aplicativo de relacionamentos Gleeden e obtida pelo gshow sobre cuckold aponta que a presença de uma terceira pessoa em um relacionamento não é tão mal vista pela maioria dos brasileiros entrevistados.
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Para quem não sabe, cuckold é o fetiche sexual que envolve o prazer de ver a parceira ou parceiro se relacionando sexualmente com outra pessoa, desde que haja consentimento entre os envolvidos. A palavra deriva de cuckoo, nome da ave cuco, conhecida por colocar seus ovos nos ninhos de outras espécies, que acabam criando os filhotes como se fossem seus
O que é cuckold? Entenda o fetiche e como ele funciona
Segundo a terapeuta sexual e embaixadora do Gleeden no Brasil, Thaís Plaza, a diferença fundamental está justamente nos acordos estabelecidos dentro da relação.
“Uma infidelidade não é simplesmente a presença de uma terceira pessoa. Precisamos observar os acordos daquela relação. Quando existe consentimento para determinada experiência, estamos falando de uma dinâmica completamente diferente de descobrir que um acordo de exclusividade foi rompido às escondidas”, explica.
Trisal
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Tabu
O tema ainda causa estranhamento na sociedade e é considerado tabu, já que muitos consideram que a presença de outra pessoa no relacionamento significa uma quebra de confiança. No universo cuckold, entretanto, a terceira pessoa pode fazer parte da própria fantasia, como explica a especialista.
Segundo ela, as motivações também variam e podem envolver voyeurismo, o prazer de perceber que o parceiro ou parceira é desejado, ciúmes, transgressão, novidade ou diferentes jogos eróticos.
“Não existe uma única explicação para o interesse pela prática”, comenta.
Meme do namorando olhando outra mulher enquanto anda com a namorada
Internet
Nos estudos divulgados pelo Gleeden sobre cuckolding, 36% dos entrevistados afirmaram que gostariam de ver seu parceiro ou parceira com outra pessoa, enquanto 60% disseram que aceitariam estar com outra pessoa enquanto o parceiro ou parceira observa. Já 91% consideraram que, quando existe consentimento entre as partes para incluir uma terceira pessoa na relação, não há infidelidade.
Outro estudo realizado pela plataforma com 9.380 usuários brasileiros apontou que 95% declararam ter algum tipo de fetiche, embora apenas 4% afirmassem já ter realizado todas as suas fantasias. O voyeurismo e o exibicionismo apareceram entre os interesses mais mencionados.
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A fantasia não é uma obrigação
Para Thaís Plaza, falar sobre fetiches também significa compreender que fantasia, desejo e prática não são necessariamente a mesma coisa.
“Uma pessoa pode se excitar com uma fantasia durante anos e nunca desejar colocá-la em prática. Para quem decide experimentar, o ponto central deve ser o consentimento genuíno, a comunicação e a possibilidade de interromper ou renegociar os acordos qualquer momento”, afirma.
A especialista também alerta para uma diferença importante entre consentimento e se submeter à vontade do parceiro ou parceira:
“Aceitar uma prática por medo de perder o relacionamento, por pressão ou para provar que é uma pessoa ‘de mente aberta’ não constitui um consentimento verdadeiramente livre”, comenta.
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O debate também se conecta às transformações na maneira como os adultos compreendem os relacionamentos, a fidelidade e a não monogamia. Outro estudo da empresa, publicado em 2025, apontou que 53% dos brasileiros entrevistados afirmaram já ter vivido algum tipo de relacionamento não monogâmico, enquanto 42% enxergavam a não monogamia de forma positiva.
Para Thaís, isso não significa necessariamente o desaparecimento da monogamia, mas uma maior disposição para discutir quais regras fazem sentido para cada relacionamento.
“Não existe um modelo afetivo-sexual que funcione para todo mundo. Há pessoas plenamente felizes na monogamia e outras que constroem acordos diferentes. O problema começa quando presumimos que a outra pessoa conhece uma regra sobre a qual nunca conversamos. Os relacionamentos precisam de acordos, e os acordos precisam de diálogo”, diz.
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Para Thaís Plaza, a resposta não está necessariamente nas convenções sociais, mas nos acordos estabelecidos por quem vive aquela relação.
“Antes de perguntar o que a sociedade considera uma infidelidade, pergunte ao seu parceiro ou parceira o que vocês dois consideram uma infidelidade. Essa resposta é que estabelece os limites da relação”, finaliza.
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Fonte: Gshow
Perguntas frequentes
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- Sobre o que trata “Dia do Amante: pesquisa sobre cuckold aponta que 91% dos…”?
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